Era uma vez um presente. Um livro. Tinha a dedicatória mais bonita que poderia tê-lo. Digna de Galeano. Ganhei de uma amiga – uma das grandes.
Por causa daquele livro, nossa amizade não foi mais a mesma. Depois disso, não consegui mais ter boas conversas (daquelas profundas de tempero, mas leves de gosto). Por que não conseguia lê-lo? Medo de não entender? Preguiça? Será que não gosto tanto assim dela – ou dele?
Levei dois anos. Senti-me maior. Mas ela está longe.
Nenhum comentário:
Postar um comentário